07/03/2022
Transcrição EP #44 — Quando uma cidade inteira doa

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Roberta: Quem nos escuta já deve conhecer o Dia de Doar, mas não custa relembrar: é um dia dedicado a celebrar a generosidade e a doação em todo o mundo. Milhares de campanhas são criadas para arrecadar doações e sensibilizar as pessoas para causas importantes. Só que tem quem leve essa mobilização além: conseguem envolver uma cidade e até um estado inteiro em uma campanha única que dá ainda mais visibilidade para o ato de doar. Eu sou Roberta Faria

 

Artur: Eu sou Artur Louback

 

Roberta: E as campanhas comunitárias do Dia de Doar são o tema de hoje do… 

 

Artur e Roberta: Aqui se Faz, Aqui se Doa!

 

Artur: Está começando mais um Aqui se Faz, Aqui se Doa, o seu podcast semanal sobre cultura de doação produzido pelo Instituto MOL, com apoio do Movimento Bem Maior e divulgação do Infomoney. 

 

Roberta, quando o final do ano vai chegando, as datas comemorativas começam a ocupar a cabeça das pessoas, né? É o Reveillón, o Natal, aquele amigo secreto maroto, Black Friday…. e elas trazem aquelas preocupações e pensamentos do tipo: “preciso comprar o presente do meu filho”….

 

Roberta: … “tenho que começar a pensar no cardápio do jantar de Natal, que nesse ano, espero, possa acontecer com toda a família vacinada e protegida nas festas”….

 

Artur: Assim esperamos e desejamos ansiosamente. Mas eu só acredito vendo, agora. Está difícil acreditar em qualquer coisa. Mais fácil acreditar em Papai Noel, do que acreditar que tudo vai voltar ao normal. Mas tem uma outra data, típica dessa época, e já bem comum para quem trabalha no terceiro setor. É o Dia de Doar, uma data dedicada a promover a cultura da doação, realizado no Brasil desde 2013 e que neste ano está previsto para acontecer no dia 30 de novembro. 

 

Roberta: Verdade Artur! E o que isso quer dizer: se você está ouvindo esse episódio na data de lançamento, é… hoje!! Hoje é Dia de Doar! Então já vai ouvindo o episódio e pensando qual vai ser a sua doação de hoje, que tal? 

 

Artur: Isso aí, Roberta! E, pode ser que o ouvinte esteja em alguma localidade em que o evento se tornou tão forte, mas tão forte, que entrou pro calendário oficial e virou uma campanha comunitária, com cidades inteiras se organizando em prol das iniciativas!

 

Roberta: Tá cheio de exemplo por aí, como vamos ouvir hoje! Para quem não sabe, tem até um modelo de projeto de lei já disponível no site da campanha — www.diadedoar.org.br, vamos deixar certinho na descrição — para quem quiser incluir a data no calendário oficial das comemorações de seu município. Vai lá bater na porta da câmara, falar com o seu vereador e emplacar um dia oficial de doar na sua cidade.

 

Artur: E pra falar um pouquinho do histórico, essa já é uma data bem estabelecida, na ativa há quase dez anos. Ela mobiliza milhões de pessoas ao redor do mundo e arrecada valores altíssimos em doações. Só no ano passado, por exemplo, nos Estados Unidos, foram mais de dois e meio bilhões de dólares (US$ 2,5 bilhões) arrecadados com campanhas online em 24 horas. Isso sem se falar das doações em forma de tempo, voz, habilidades e os inúmeros atos de gentileza inspirados pelo movimento.

  

Roberta: Uau! É muita doação em muito pouco tempo! Mas, você falou Estados Unidos…. Mas não é só lá, não é só aqui no Brasil… Onde será que tem Dia de Doar? Será que a Rafa consegue nos ajudar a tirar essa dúvida?

 

Rafa Carvalho: Bora lá, pessoal! Vamos falar do Dia de Doar? O Dia de Doar na verdade é um movimento que nasceu nos Estados Unidos quase dez anos atrás, em 2012, para promover a generosidade entre as pessoas, criando conexões entre elas e suas causas do coração. Lá, ele é chamado de Giving Tuesday. E a data escolhida para celebrar e estimular a doação é bem emblemática. Ela acontece sempre na terça-feira seguinte após o Dia de Ação de Graças por lá. E o que é mais curioso sobre isso é que o Giving Tuesday vem logo em seguida a Black Friday e a Cyber Monday, duas datas comerciais conhecidas pelo seu caráter consumista. A gente conhece bem por aqui.

 

O Giving Tuesday foi criado por organizações não governamentais locais, de lá dos Estados Unidos.Em português a expressão se traduz por “terça-feira da doação”, e rapidamente se espalhou pelo mundo, tornando-se uma poderosa rede global de solidariedade. Hoje, essa terça-feira da doação está presente em todos os continentes do planeta, com ações em 75 países, como Austrália, Rússia, Paquistão, Tanzânia, Uruguai, México e muitos outros. No Brasil, a primeira edição do Dia de Doar aconteceu em 2013. Foi colocada de pé pela ABCR, a Associação Brasileira de Captadores de Recursos e nesse ano conta também com a colaboração do Instituto MOL na parte de comunicação da campanha. Se você está pensando em fazer uma boa ação neste final de ano, o Dia de Doar pode ser uma opção e uma forma de antecipar o espírito natalino para muitas pessoas que estão precisando de ajuda. Bora participar? É isso, pessoal! Eu sou a Rafaela Carvalho e toda semana eu ajudo a desvendar um termo importante para a cultura e doação. Até mais!

 

Roberta: Valeu, Rafa! Com o Dia de Doar devidamente apresentado, hoje queremos focar nas mobilizações comunitárias, como nós falamos no início do episódio. No ano passado foram mais de 240 campanhas do tipo nos Estados Unidos, um aumento de 20% em relação a 2019, de acordo com os organizadores do Giving Tuesday. Já no Brasil, as campanhas comunitárias tiveram 30 bons exemplos em 2019, foram 40 campanhas comunitárias no ano passado e dessas 20 já tem o Dia de Doar no calendário oficial de suas cidades.

 

Artur: As campanhas comunitárias são a alma do Dia de Doar. Uma das campanhas comunitárias mais engajadas no Brasil é o Doa Sorocaba, cidade do interior paulista, coordenada pela Thaís Beldi. Nós conversamos um pouco com ela para saber como nasceu a ideia de criar uma iniciativa para inspirar toda uma cidade a participar do Dia de Doar e fazer uma doação.

 

Thaís Beldi: O Doa Sorocaba nasce em 2016 como uma campanha comunitária que faz parte do movimento nacional do Dia de Doar. Ele é um projeto do Instituto Alexandre e Heloisa Beldi e nasceu de uma inspiração de uma campanha comunitária dos EUA, na cidade de Baltimore. Nosso objetivo é estimular uma cultura de generosidade e de doação para a cidade de Sorocaba e valorizar os movimentos e organizações existentes aqui. Promovemos que a doação não é somente através do dinheiro, pois existem outros tipos de doação, e mostramos que todos têm algo a doar. E que também devemos divulgar o que doamos para influenciar mais pessoas a fazerem o mesmo. A nossa evolução de 2016 para cá está sendo progressiva, pois entendemos que estabelecer uma cultura é algo de longo prazo e que dependemos do engajamento de vários atores. O instituto e o Doa Sorocaba agem então como um articulador e construtor de pontes. Fizemos algumas campanhas ao longo desses anos, e dando um exemplo, a gente fez uma campanha onde a gente valorizava as pessoas da cidade que doavam algo. Em outra campanha nós mostramos os beneficiários de diversas doações e na última campanha nós exemplificamos os diversos tipos de doação para mostrar que todos podem fazer a sua parte.  

 

Artur: E olha o que se tornou hoje o Dia de Doar na cidade. São 53 ONGs participantes do Doa Sorocaba, de diferentes causas: saúde, proteção animal, criança, educação, meio ambiente, direitos humanos, idosos, deficiência, combate à fome, entre outras. E tem mais, né, Thaís?

 

Thaís Beldi: Utilizamos as nossas mídias sociais para mobilizar as pessoas e empresas a doarem e também apoiamos na divulgação das ações das organizações e movimentos sociais. Oferecemos também capacitações para as organizações para que elas se preparem para o Dia de Doar. Em 2019, promovemos uma ação junto a restaurantes e outros estabelecimentos onde eles doavam parte de suas receitas durante a semana do Dia de Doar a organizações sociais de sua escolha. Em 2020, realizamos uma campanha de crowndfunding, chamada Doa Sorocaba Alimenta e Aquece, onde arrecadamos 40 mil reais em 40 dias e apoiamos durante seis meses cinquenta famílias em vulnerabilidade social com cestas básicas e entrega de cobertores e máscaras. Outras iniciativas que surgiram no Doa Sorocaba foi a criação de um canal de podcast, chamado Os Incomodados que se Mexam, em parceria com o canal do instagram Drops of Action e também o projeto Empresas do Bem, onde promovemos a cultura da doação dentro das empresas, mostrando o potencial de escala e de generosidade de doação que existe junto aos seus funcionários.

 

Roberta: Incrível, hein? Olha quanta coisa bacana surgiu, até um podcast!! Vale a pena ouvir o “Os incomodados que se Mexam”, mais um programa dessa leva de podcasts solidários do qual o Aqui se Faz, Aqui se Doa faz parte!

 

Artur: Muito bom, queremos ver essa lista crescer para sempre! A Thaís explicou para nós que quando eles fizeram a primeira campanha do Doa Sorocaba, eles ainda não tinham criado a lei que incluía o evento no calendário oficial do município. Isso aconteceu apenas em dezembro de 2017, após a segunda edição ter sido realizada.

 

Roberta: Esse é um ponto importante: em um primeiro momento, pode parecer que um projeto de lei que cria uma data comemorativa seja irrelevante para uma cidade — ainda mais pra quem vive em grandes centros urbanos. Mas no caso de um movimento filantrópico, que busca o engajamento dos moradores locais, ele pode fazer toda a diferença. Ouve só o que a Zilá Moreira, do Doa Araçatuba, outra cidade do interior de São Paulo com uma mobilização do tipo, fez para levar o Dia de Doar para a sua região.

 

Zilá Moreira: A organização daqui do Doa Araçatuba ela é feita de uma maneira simples, através da conexão de pessoas, da própria rede de contatos de cada um, de cada parceiro que faz parte do movimento e de alguma forma eles conseguem contribuir na parte do planejamento e da estratégia da campanha. A nossa campanha nasceu em 2019, após eu participar do Festival da ABCR. Eu já vinha acompanhando há um tempo todas as comemorações do Dia de Doar e eu achava simplesmente fantástico e tinha muita vontade em participar. Como uma das plenárias do evento era sobre o Dia de Doar, eu procurei participar e lá eu colhi todas as informações necessárias, consegui me inspirar em várias pessoas. E voltei para a minha cidade, cheia de desejo de que tudo que eu tinha visto iria acontecer aqui também. O primeiro passo foi levar a cópia do projeto de lei para a vice-prefeita, dona Edna Flor. E lá a gente até começou a idealizar algumas coisas que poderiam acontecer. Prontamente ela entregou esse projeto de lei para o prefeito, que encaminhou para a Câmara e lá ele foi aprovado.

 

Artur: Com isso, a Zilá, junto com a prefeitura de Araçatuba e diversas entidades locais, como o Rotary e o Rotaract, conseguiu colocar o sonho dela de pé. 

 

Roberta: Algo parecido aconteceu também em Gramado, Artur. O Renan Sartori, vereador da cidade atuante em campanhas de doação e voluntariado, conheceu o Dia de Doar por meio de um colega da prefeitura e desenvolveu o projeto, criando a lei. Neste caso, ele entende que o efeito causado por ela localmente é conferir mais credibilidade e reputação às ações envolvendo o Doa Gramado e o Dia de Doar e conseguir mais apoio da população. 

 

Renan Sartori: Com certeza faz muita diferença ter uma lei que institucionaliza o Dia de Doar no calendário da cidade. Você consegue ter um apoio notório do público. A prefeitura muitas vezes entra com alguns apoios, seja de cedência de espaços, seja de alguns contatos importantes. Com certeza o evento muda quando ele tem um projeto de lei e a partir daí ele consegue entrar no calendário da cidade. Ele ganha mais respeito, mais credibilidade, ele ganha mais confiança das pessoas que vão até o dia do evento fazer as suas doações. E acaba consequentemente ganhando esse apoio comunitário, uma força muito maior e uma participação da sociedade local muito maior. Cada ano que a gente faz o evento, o evento subsequente acaba sendo um pouco maior que o evento anterior. 

 

Artur: E em cidades onde a lei não existe? Como é o engajamento da população? Como o movimento consegue apoio institucional? A Ulla Ribeiro Araújo, do Movimento Doa Sergipe, está articulando junto às autoridades de Aracaju uma lei para o Dia de Doar local. 

 

Roberta: Enquanto isso não acontece, ela coordena as ações de diferentes instituições do estado, com atuação em causas como pessoas em situação de rua, combate ao câncer infantil, mulheres em situação de vulnerabilidade, pessoas com deficiência e atendimento a áreas carentes da capital sergipana e região. Ela contou pra nós como essa corrente foi sendo criada.

 

Ulla Araújo: O Movimento Doa Sergipe iniciou em 2019. Já vinha de uma experiência com o GACC, que é o Grupo de Apoio a Criança com Câncer, promovendo por mais de três anos o Dia de Doar no seu calendário de atividades e através dessas iniciativas, para reunir organizações, para promover campanhas comunitárias, foi aí que o GACC convidando organizações, associações daqui do Estado, para fazerem parte do Movimento Doa Sergipe. Com o objetivo de fortalecer o terceiro setor no Estado e, claro, fomentar a cultura da doação que é um grande objetivo promovido pelo Dia de Doar. E o Movimento Doa Sergipe veio agregando organizações. Nós começamos com oito organizações. Em 2020 nós ampliamos para 11 organizações e agora em 2021 nós estamos em um chamamento para mais organizações se associarem ao Dia de Doar. 

 

Artur: E Ulla, responde pra gente que ficamos curiosos: como funciona essa articulação num estado inteiro? 

 

Ulla Araújo: O responsável para a organização do Dia de Doar, a gente tem o movimento Doa Sergipe, ele congrega organizações. Então, o terceiro setor é quem planeja, traça o planejamento das ações. Ações que foram executadas, que deram resultados em outros anos, a gente traz para o planejamento anual e a gente conta com a participação do poder público, através da parceria de espaços públicos, a gente acaba envolvendo gestores nesse processo. A gente envolve a iniciativa privada através de espaços, de rodas de conversa, almoços de executivos para que eles possam conhecer o movimento e aí sim conhecendo causas e conhecendo a proposta que é somar. E, com isso, tornarem-se parceiros de causas, parceiros recorrentes, doadores recorrentes, é um movimento do terceiro setor aqui no estado.

 

Roberta: Muito legal esse exemplo de Sergipe, né Artur? Muito bom de ver essa articulação tão bem feita. Mas, se você achou no mínimo ousado mobilizar um estado inteiro, o que você acha de colocar um Dia de Doar na rua no meio da pandemia e sem nenhum apoio institucional?

 

Artur: Tem que ter no mínimo coragem, Roberta, mas também muita garra! Esse foi o caso do Doa Rio Verde, no estado de Goiás. Vem ouvir a experiência que a Lídia Pimenta teve.

 

Lídia Pimenta: O ano passado, 2020, foi o nosso primeiro ano na campanha. E como eu descobri muito em cima da hora, foi tudo planejado meio que às pressas para gente criar o momento do Dia de Doar, juntamente com a campanha mundial. Nós fomos atrás de alguns projetos sociais que já existem na nossa cidade, justamente para dar visibilidade para esses projetos. Conseguimos ir na rádio, na TV e divulgamos esse Dia de Doar, que seria importante, que todos participassem. Os projetos sociais foram nossos parceiros na campanha e o objetivo foi a arrecadação de cestas básicas e nós arrecadamos muitas cestas básicas e distribuímos nesses projetos sociais aqui em Rio Verde. Nós tivemos a intenção de mobilizar os cidadãos da cidade e mostrar a oportunidade de doação, não só material, mas também a doação de tempo e de itens, para que cada um fizesse uma ação no dia e que realmente a gente conseguisse criar essa energia positiva em todo mundo.

 

Roberta: Incrível essa fala da Lídia, Artur. É isso. Doar não é apenas dar dinheiro. É se entregar, é gerar uma energia no mundo que seja capaz de mudá-lo, de torná-lo melhor para todos que o habitam. E as campanhas comunitárias têm essa característica muito especial: conectar pessoas em diferentes lugares, doando de diferentes formas e formando um grande movimento. Elas são a alma do Dia de Doar!

 

Artur: E isso é possível ser feito tanto individualmente como em parceria com o poder público, a iniciativa privada e toda a sociedade civil. Olha que exemplo o da dona Zilá, do Doa Araçatuba. Sabia que ela tem o sonho de tornar a cidade a mais solidária do Noroeste Paulista?

 

Roberta: E eu não duvido que ela vá fazer isso. Sozinha ela conseguiu criar a lei do Dia de Doar em Araçatuba!!! Baita determinação, né? A mesma determinação tem o Renan, em Gramado. No ano passado ele não conseguiu fazer o Dia de Doar, por causa da pandemia. Mas ele já está planejando a próxima edição!

 

Artur: E lá em Aracaju, a Ulla quer ampliar a área de atuação do Doa Sergipe para cidades do interior do estado que nunca participaram do movimento. Logo mais estará ultrapassando a abrangência de ONGs parceiras do Doa Sorocaba, né?

 

Roberta: Opa, esse é o tipo de competição que a gente gosta, quem doa mais!! Mas tem muito potencial ainda a gente está falando de algumas dezenas de campanhas comunitárias no Brasil hoje, tem espaço para muito mais! Pode ter no seu bairro, cidade, vizinhança, rua, quem sabe na sua região inteira, quem sabe a gente chega no Doa Brasil?

 

Artur: Quem sabe! É importante lembrar que somos um país de mais de 200 milhões de pessoas, mais de 5 mil municípios, nem sei exatamente quanto somos. Tem como a gente crescer muito esse número de 40 campanhas, 20 oficiais na cidade. Tem que crescer! Afinal, o número de necessitados é bem grande: não são apenas 20 cidades que estão precisando.

 

Roberta: A ideia que gosto de imaginar para o futuro é que o Dia de Doar possa se tornar uma data como se tornou o Outubro Rosa ou o mês do orgulho LGBT, ou o mês da mulher em março. São datas que foram apropriadas pela sociedade e hoje são comemoradas por empresas, organizações sociais, Estados, cidadãos comuns, vira conversa durante um período. Em todos os lugares em que você entra tem gente falando sobre. A gente viu agora em outubro: para onde você olhava tinha um outubro rosa no meio de uma conversa sobre o câncer de mama, um aumento nas doações para essa causa. A mesma coisa a gente quer ver acontecer com o Dia de Doar. Acho que daqui há alguns anos, chegamos lá!

 

Artur: E tem uma maneira que a gente pode ajudar a fomentar a cultura da doação no país, sem precisar ser em um dia específico, como o Dia de Doar, que é comprando produtos sociais. 

 

Roberta: Verdade. Chegou a vez de ouvir quais são as dicas da Duda no Merchan do Bem desta semana.

 

Duda: Oi, gente! Eu sou a Duda Scheneider e esse é o Merchan do Bem. O produto social de hoje é, na verdade, uma coleção de produtos. É a coleção Be Proud, produzida pelo Instituto Renault junto com o projeto social Supera. São 12 produtos exclusivos com a temática LGBTQIA+ que vão desde ecobags a necessaires, camisetas, todos produzidos com tecidos automotivos reaproveitados de fornecedores Renault. E, claro, com parte da renda doada. A cada produto vendido, 15% do valor pago será revertido para o Grupo Dignidade, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos fundada em 1992 em Curitiba. Ou seja, um projeto como esse que possui toda a sua cadeia positiva é o que a gente quer ver acontecer mais e mais. Para comprar o seu, é só acessar o link: lojasupera.org.br/linhas-do-supera/be-proud. Se ficou difícil de anotar, o link está na descrição do episódio. Por hoje é isso, pessoal! Até a próxima!

 

Roberta: Gente, eu estou super animadanesse Dia de Doar! Todos os nossos entrevistados de hoje elevaram a minha esperança que vamos ter cada vez mais uma cultura da doação forte no Brasil, e tenho certeza de que hoje eles estão a todo vapor colocando isso em prática! Brasil afora.

 

Artur: E inspirando mais pessoas e municípios, né? Assim a gente cresce e aumenta a cultura de doação. Quem sabe não trazemos mais histórias inspiradoras sobre o Dia de Doar no ano que vem?

 

Roberta: Seria incrível, muitas novidades teremos, espero. Mas não precisa esperar o ano que vem. Quem tiver uma história bacana de engajamento e doação no Dia de Doar, pode mandar lá no nosso Instagram @institutomol, no @diadedoar ou no nosso perfil do LinkedIn! Vamos adorar saber! Estamos acumulando essas histórias para poder contá-las em nossos canais! Conta lá para a gente como você comemorou esse Dia de Doar, o que você decidiu fazer, a gente quer saber!

 

Artur: E pra quem já nos acompanha, quer fazer uma sugestão de tema de episódio, contar sua história, quer elogiar ou criticar nosso podcast, fazer com que o programa chegue no ano que vem para contar as próximas histórias de Dia de Doar, é só mandar um alô: escreve pro email contato@institutomol.org.br, nós vamos adorar receber seu recado e fique tranquilo que a gente responde todos os emails!

 

Roberta: E por hoje é isso pessoal, semana que vem estamos de volta! Esse podcast é uma produção do Instituto MOL, com apoio do Movimento Bem Maior. A produção é da Graziela Lavezo, e o roteiro final e direção é de Vanessa Henriques e Ana Azevedo, do Instituto MOL. As colunas são de Rafaela Carvalho e Duda Schneider, da Editora MOL. A edição de som é do Bicho de Goiaba Podcasts. Até mais!

 

Artur: Até mais!

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