Artigo 
17/11/2021
Marcus Rashford, Dolly Parton e Percepções Públicas da Filantropia

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Por Rhodri Davies, Chefe de Política da CAF*

 

Foi relatado essa semana que uma potencial vacina de Covid-19 com resultados iniciais de testes muito promissores foi financiada em parte por uma doação de US$ 1 milhão da lendária cantora country Dolly Parton. Essa notícia foi recebida com deleite pelos usuários de internet, que aproveitaram a oportunidade para criar uma série de memes relacionados a Parton pelo Twitter e outras plataformas (“Vacina, vacina, vacina, vaaacina” no ritmo de “Jolene”; “it’s working 9 tee 5 (per cent)” etc).

 

O que pode ter atingido observadores experientes da filantropia, porém, foi a falta de crueldade ou crítica direcionados a Parton. A resposta do público parecia sugerir que sua doação foi vista somente como algo diretamente bom; e considerando que os últimos anos viram uma tendência crescente de críticas à filantropia (algumas justificadas, outras nem tanto), isso parece digno de nota.

 

A história de Dolly Parton vem no encalço de outro exemplo de filantropia de celebridade que recebeu uma resposta, em grande parte, positiva do público aqui no Reino Unido: a campanha liderada pelo jogador de futebol da Premier League, Marcus Rashford, para garantir a continuação das refeições escolares gratuitas durante os feriados escolares para as crianças elegíveis.

 

Isso levanta algumas questões interessantes. O que há na filantropia de Rashford e Parton que pode ajudar a explicar essa recepção positiva? Se há características particulares que são vistas como positivas pelo público, elas são iguais em ambos os casos ou diferentes? E o que outros podem aprender sobre como fazer filantropia ou como se comunicar sobre isso melhor?

 

Abordagem à filantropia

 

A primeira coisa a ser dita é que, enquanto podem existir similaridades interessantes entre as duas histórias, a abordagem à filantropia em cada caso é marcadamente diferente. A filantropia de Rashford (até o momento, pelo menos) é centrada principalmente em seu envolvimento pessoal direto em uma campanha de causa única (altamente eficaz); e enquanto ele pode ter feito também contribuições financeiras, esse não tem sido o foco da atenção. Por outro lado, a filantropia de Parton é distribuída de modo mais amplo (o que não é surpreendente, visto que ela tem feito isso há muito mais tempo que Rashford) e tem um foco financeiro mais tradicional (incluindo uma fundação que concede bolsas, a Fundação Dollywood).

 

Humildade

 

Mas o que ambos compartilham é uma aparente relutância em se posicionar no centro da história e, em vez disso, um desejo de enfatizar a contribuição de outros. Um tuíte recente de Rashford, por exemplo, dizia “Aos ativistas, trabalhadores beneficentes, voluntários, professores, cuidadores, trabalhadores chave que lutaram por esse nível de progresso há anos, obrigado. Essa vitória é SUA. Nunca subestime o papel que vocês tiveram. Fico apenas honrado em estar nessa jornada com vocês.” Enquanto isso, Parton disse em uma entrevista ao The One Show da BBC: “Tenho certeza de que muitos milhões de dólares de muitas pessoas entraram nesse fundo da vacina… Mas eu me senti tão orgulhosa de ter sido parte daquele pequeno dinheiro inicial que, espero, crescerá para algo grande e ajudará a curar esse mundo.”

 

Esse elemento de humildade — a disposição de reconhecer que eles são apenas uma parte pequena de algo maior — é uma característica atraente das abordagens tanto de Rashford quanto de Parton. Vai de encontro ao arquétipo do “filantropo salvador solitário” que dominou com grandes doações de dinheiro no passado, enquanto donatários (normalmente homens, deve ser dito) têm visto sua filantropia, em grande parte, como mais um meio pelo qual provar o seu próprio esplendor. Esse tipo de “ego de financiador” leva a uma ênfase exagerada em ser capaz de atribuir o sucesso a uma única fonte (ou pelo menos reivindicar a atribuição), e apresenta barreiras para a colaboração e a parceria. Talvez, a lição positiva mais útil que podemos extrair de ambos os exemplos é que colocar o ego de lado e fazer filantropia de modo mais colaborativo não é apenas bom por si só, mas também parece ser bem recebido por muitos que estão observando.

 

Construindo o apoio de base

 

Ligado a isso há outra coisa que podemos aprender com os esforços de campanha recentes de Marcus Rashford: movimentar-se além de colaborações com outros filantropos e organizações da sociedade civil e se esforçar para desenvolver apoio de base com amplo alcance é muito poderoso em garantir legitimidade filantrópica e licença para operar. Uma das grandes vantagens da filantropia ao longo da história tem sido sua capacidade — por meio da defesa e dos esforços de campanha — de desafiar o status quo e impulsionar a transformação. Mas isso nunca é alcançado em isolamento: sempre é vital construir apoio público para a causa e, ao fazer isso, levar das margens para o mainstream. Isso não apenas amplifica a pressão naqueles que estão no poder (como Rashford fez de modo tão brilhante); também dificulta bastante que eles caracterizem a campanha como simplesmente a cruzada de uma única pessoa, ou acusem que, ao desafiar as políticas estabelecidas por um governo eleito, o filantropo está agindo de modo antidemocrático. É por isso que, como o historiador Hugh Cunningham diz, “a reforma costuma ser entendida como algo que é o resultado da agitação pública contra um governo, na melhor das hipóteses, relutante”.

 

Caridade ou justiça?

 

Outra característica importante da filantropia de Marcus Rashford é a natureza do que ele está fazendo na campanha. Ao defender que o governo estenda as provisões de refeições escolares gratuitas pra crianças elegíveis, ele não está dizendo que elas sejam oferecidas como um presente ou um ato de caridade; em vez disso, ele está fazendo uma reivindicação de justiça — que elas tenham o direito de esperar esse apoio como parte do contrato social maior e que o governo deveria reconhecer essa reivindicação e agir de acordo.

 

Isso chega ao coração de uma questão absolutamente fundamental: como a caridade se relaciona com a justiça? As duas são complementares ou estão em posições opostas? Essa é uma questão que tem ocupado a mente de muitos pensadores e praticantes ao longo da história, desde o grito de guerra da pioneira escritora feminista do século XVIII, Mary Wollstonecraft, de que “é justiça, não caridade, que está em falta no mundo”, à lembrança de Martin Luther King de que “enquanto a filantropia pode ser louvável, não deve fazer com que o filantropo ignore as circunstâncias da injustiça econômica que torna a filantropia necessária”.

 

Essa é uma questão que está mais uma vez em primeiro plano no debate. A proeminência recente de movimentos sociais como Black Lives Matter ou Extinction Rebellion e suas reivindicações por justiça racial e ambiental levou críticos a questionar se abordagens tradicionais de caridade ou filantropia se tornaram, em alguns casos, parte do problema ao desviar a atenção das reivindicações de justiça por meio da promoção de narrativas de caridade. Tem acontecido muita introspecção dentro do mundo da filantropia como resultado disso, e chamados de vozes proeminentes para

uma transformação — como a súplica do CEO da Ford Foundation, Darren Walker, para mudar “da generosidade à justiça” (a qual eu observei em uma resenha do livro de Walker para DAFNE no ano passado).

 

Dito isso, Marcus Rashford provavelmente não está pensando como sua própria campanha por refeições escolares gratuitas se encaixa nesse contexto maior; mas para qualquer pessoa interessada nas tendências mais amplas que afetam a filantropia, o fato de que isso influencia e parece ser visto de modo positivo é digno de nota.

 

Inovação e tomada de riscos

 

A filantropia de Dolly Parton (pelo menos nesse caso) diz menos sobre justiça, mas destaca outro tema importante na filantropia. Ao usar sua concessão de bolsas para apoiar a pesquisa e o desenvolvimento, que é uma empreitada inerentemente repleta de riscos, ela estava demonstrando o valor da capacidade da filantropia de assumir riscos e, portanto, impulsionar a inovação. Isso é algo que há muito tempo é apresentado em primeiro plano como uma virtude chave da filantropia e muitas vezes usado para contrastar com as limitações do governo. William Beveridge argumentou em seu livro de 1948, Voluntary Action, por exemplo, que “A capacidade de Ação Voluntária inspirada pela filantropia para fazer coisas novas está além de questionamento. A Ação Voluntária é necessária para fazer as coisas que o Estado não poderia… É necessária para fazer as coisas que o Estado provavelmente não fará. É necessária para ser pioneira à frente do Estado e fazer experimentos. É necessária para realizar serviços que não podem ser adquiridos por meio da compra.”

 

A fala de Parton sobre “dinheiro inicial que, espero, crescerá para algo grande e ajudará a curar esse mundo” se encaixa claramente nessa tradição. E talvez isso seja parte da explicação para sua doação ter sido vista positivamente: uma sensação de que ela está “usando sua doação de modo apropriado” para apoiar algo arriscado, mas com o potencial de benefícios sociais significativos se for bem-sucedido.

 

Envolvimento pessoal e comprometimento

 

Outra coisa que une a abordagem de Rashford e Parton à filantropia é um sentido claro de comprometimento e envolvimento pessoal. No caso de Parton, ela tem um longo histórico de doar ao longo de muitos anos — incluindo sua iniciativa “Imagination Library” que tem fornecido livros de graça para crianças em idade pré-escolar desde 1995 (primeiro apenas nos EUA, mas em seguida se expandiu para o Canadá, o Reino Unido, a Austrália e a Irlanda) — e está obviamente muito engajada com muitos dos projetos financiados por ela. Marcus Rashford obviamente esteve envolvido com a filantropia há menos tempo, mas já demonstrou o mesmo tipo de engajamento, e isso certamente ajudou em termos das pessoas levarem seus esforços a sério e não questionarem seus motivos.

 

É claro que sempre há os cínicos e Rashford foi acusado por alguns de fazer “sinalização de virtude” ou se engajar em uma “jogada de relações públicas”. Mas é difícil enxergar quais são as bases dessas acusações, dado que Rashford não parece particularmente necessitado de boa publicidade adicional (de fato, eu diria, como um fã do Liverpool, que sua carreira futebolística está indo perturbadoramente bem, para ser honesto…). Além do mais, em termos dos riscos políticos e pessoais que ele está tomando, parece que seria muito mais fácil para ele NÃO fazer o que está fazendo.

 

O impacto de ser percebido como autêntico e comprometido como um filantropo é, mais uma vez, algo que tem ecos históricos. De fato, o autor Paul Vallely argumentou recentemente em seu novo livro “Philanthropy: From Aristotle to Zuckerberg” que celebridades ativistas como Marcus Rashford ou Bob Geldof estão seguindo o modelo estabelecido pela primeira pessoa a ser chamada de “filantropa” no sentido moderno, o reformador prisional John Howard (como discuti com Paul em um episódio recente do podcast Giving Thought). Howard foi um homem mesquinho e um tanto quanto difícil, mas graças ao seu nível de comprometimento ele desenvolveu uma reputação e posição como filantropo que é basicamente sem paralelos antes ou depois. Tanto é assim que, mesmo após 70 anos de sua morte, o jornal The Times ainda estava usando o exemplo de Howard para criticar filantropos contemporâneos por sua falta de comprometimento:

 

“John Howard, como um apóstolo das antigas, foi a lugares e se misturou às pessoas que ele desejava reformar, e ele teve sua recompensa em uma cova precoce e a admiração do mundo. Mas a filantropia moderna não corre esses riscos e dificilmente causará uma gratidão do tipo.”

 

A lição, talvez, para outros doadores é que o público aprecia a autenticidade e isso não pode ser fingido. É uma questão de ter convicções e valores e se envolver por meio da filantropia de modo que claramente reflita isso.

 

Histórias pessoais

 

A aparente autenticidade de Marcus Rashford e Dolly Parton quando o assunto é filantropia pode vir, em parte, de quem eles são como pessoas. Ambos, por exemplo, falaram abertamente sobre suas próprias experiências com a pobreza na infância. Rashford cresceu em uma casa com mãe solo e cita sua própria experiência de “saber como é passar fome” para explicar o que o impulsionou a fazer a campanha pelas refeições escolares gratuitas. Parton, por sua vez, descreveu sua criação como uma de doze crianças que eram “pobretonas” e citou o exemplo do próprio pai, que não podia ler ou escrever, mas sempre a encorajava, como um impulso essencial por trás do seu foco na alfabetização de crianças. A conexão pessoal a uma causa costuma ser um dos impulsos chave da filantropia, mas nesses exemplos a conexão é particularmente visceral e fácil para as pessoas entenderem e isso pode ajudar a explicar por que há menos cinismo do que veríamos de outra maneira.

 

A natureza da riqueza

 

Marcus Rashford e Dolly Parton claramente deixaram suas infâncias de pobreza para trás e se tornaram ricos (apesar de ela certamente estar à frente nesse quesito!). Porém, a natureza de sua riqueza — em termos de quanto dinheiro eles têm e como o adquiriram — também pode ser relevante. Por exemplo, enquanto ambos são claramente ricos, talvez não sejam astronomicamente ricos de modo que seja difícil para as pessoas abarcarem a ideia. O nível de riqueza de um jogador de futebol da Premier League está claramente acima do que muitos de nós jamais ganharemos, mas talvez não esteja tão acima do que podemos visualizar? (Mesmo que não esperemos alcançar isso por meio da destreza esportiva…). Isso é algo que vem de pesquisas: um relatório do Trust for London sobre percepções de riqueza em Londres, por exemplo, descobriu que as pessoas fizeram uma distinção entre a riqueza “aspiracional” e “inalcançável” — com um participante do grupo de foco relatando que “as pessoas falam ‘Eu quero ser um milionário’, não falam sobre querer ser um bilionário”.

 

O modo pelo qual Rashford e Parton se tornaram ricos também é digno de nota. Por um lado, é passível de compreensão: as pessoas entendem o que significa ser bem-sucedida como uma cantora ou um jogador de futebol e por que isso pode deixá-lo rico, de um jeito que a maioria das pessoas (eu sugeriria) não entende o que significa se tornar um bilionário através de arbitragem de títulos conversíveis ou mesmo ao administrar uma empresa de tecnologia. E talvez esses também sejam vistos como modos mais “legítimos” de ficar rico, o que também é importante. Uma pesquisa da Tax Justice do Reino Unido relatou que as pessoas fazem uma clara distinção entre pessoas ricas “merecedoras” e “não merecedoras” (do mesmo modo que há distinções históricas similares entre pobres merecedores e não merecedores) e que isso tem um impacto grande em como essas pessoas ricas são vistas. Em estudos, as pessoas costumam ser muito relutantes em criticar a riqueza em geral, mas ficam mais felizes em ser cruéis com aqueles que elas acham que não “mereceram” ou que se comportaram de modo irresponsável depois de enriquecer (nomes como Mike Ashley e Paris Hilton aparecem com frequência).

 

Um fator complicador nesse cenário é que os jogadores de futebol costumam ser citados como um exemplo primordial de riqueza não merecida, mas talvez isso seja mais um reflexo do histórico que eles têm como um grupo em termos de comportamento ao invés disso ser visto como um modo fundamentalmente injustificável de fazer dinheiro. De qualquer maneira, quando falamos de Marcus Rashford, esses tipos de percepção também podem ser temperadas pelo fato de que ele está claramente usando sua posição para ajudar os outros por meio de suas campanhas e com o conhecimento de ter um passado de pobreza, porque as pessoas tendem a enxergar ricos que são considerados “socialmente móveis” de um jeito mais positivo. (A pesquisa previamente citada do Trust for London descobriu que figuras como Oprah Winfrey, JK Rowling e Alan Sugar eram exemplos disso, já que as pessoas costumavam ter uma sensação de que eles eram “mais merecedores porque haviam trabalhado duro pelo dinheiro”).

 

Se o conhecimento das raízes humildes de um indivíduo exerce um papel na criação de visões mais positivas de sua riqueza (e filantropia), então o fato de que Marcus Rashford é um atleta e Dolly Parton uma música (assim como uma excelente mulher de negócios) pode ser significativo. Essas duas áreas são historicamente aquelas nas quais pessoas com passados de pobreza ou menos privilegiados podem encontrar o sucesso e a riqueza, então, quando o assunto é filantropia, pode ser mais provável que doadores com carreiras esportivas ou musicais sejam vistos de maneira positiva pelo público e também é mais provável que eles tenham experiências pessoais com a pobreza que podem moldar suas doações.

 

Status de forasteiro?

 

Outra questão interessante é se Dolly Parton e Marcus Rashford ainda são percebidos como forasteiros em algum sentido? Apesar de ambos serem proeminentes e bem-sucedidos em suas áreas de escolha, como uma mulher e um rapaz negro eles enfrentaram — e continuam a enfrentar — obstáculos e desafios que outras pessoas ricas simplesmente não precisam lidar. Isso pode fazer com que eles pareçam menos parte da classe dominante ou da elite, dando a eles um tipo de status de oprimido que os faz amáveis aos olhos do público. Então, as pessoas podem apreciar particularmente quando eles são capazes de usar o poder que têm por meio da celebridade e da riqueza para sacudir aqueles que são vistos como parte da elite.

 

No caso de Parton, ela falou muitas vezes sobre como ela usa sua imagem e persona deliberadamente para fazer as pessoas (principalmente homens, deve ser dito) a subestimarem — normalmente para detrimento deles. Como ela diz “Eu me pareço com uma mulher, mas penso como um homem. Fiz negócios com homens que pensam que sou tão boba quanto aparento. Quando eles percebem que não sou, eu já consegui o dinheiro e fui embora.” (O que é empoderador, se você ignorar o quanto é deprimente a ideia de que uma mulher deveria sentir a necessidade de “pensar como um homem”). Rashford, por sua vez, ganhou muitos admiradores por causa de suas vitórias articuladas e educadas em cima de uma série de comentadores que tentaram diminuí-lo e “corrigi-lo” quanto ao assunto da pobreza alimentar de crianças nas redes sociais.

 

Esses exemplos também dizem respeito a algo que pode ajudar a explicar por que um exemplo em particular de filantropia tem apelo popular: ele bagunça com as expectativas de um jeito que as pessoas gostam. No caso de Parton, usuários de redes sociais e outros claramente se deleitaram na dissonância cognitiva que veio de sobrepor seu nome aparecendo em um artigo de pesquisa científica sobre vacinas e sua persona deliberadamente kitsch. No caso de Rashford, sua humildade, comprometimento e articulação no trabalho de campanha contrastam duramente com o estereótipo estabelecido de jovens jogadores de futebol materialistas e egoístas (o que pode ser injusto em muitos outros casos também, mas definitivamente é um clichê).

 

Conclusão

 

Tem sido interessante e, de muitas maneiras, encorajador no contexto de tantas críticas à filantropia ao longo dos últimos anos, ver essas duas histórias positivas emergirem recentemente. Ao observar as similaridades e diferenças entre elas e como elas se encaixam no contexto maior, podemos talvez absorver algo sobre o que tem mais chances de atrair o apoio popular e a opinião pública favorável para exemplos de filantropia no futuro. Claro, nem todas as características que identificamos aqui são aplicáveis (e você pode pensar que algumas são um pouco distantes!), mas definitivamente há lições que podemos aprender.

 

*Texto publicado originalmente no blog Giving Thought, da CAF America, em 20 de novembro de 2020. Íntegra (em inglês) aqui

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